terça-feira, 23 de abril de 2013

Hidrelétricas podem afetar sistema hidrológico do Pantanal


Projeto para construção de mais 87 pequenas centrais hidrelétricas pode afetar conectividade da área de planalto com a de planície do bioma


Visão geral do bioma chamado Pantanal
Pantanal: alteração do bioma pode dificultar fluxo migratório de peixes e outras espécies aquáticas

São Paulo - O projeto de construção de mais 87 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) na Bacia do Alto Paraguai, em discussão atualmente, pode afetar a conectividade do planalto – onde nasce o Rio Paraguai e seus afluentes – e a planície inundada do Pantanal – por onde as águas desses rios escoam –, dificultando o fluxo migratório de peixes e outras espécies aquáticas e semiaquáticas pelo sistema hidrológico.

O alerta foi feito por pesquisadores durante o terceiro evento do Ciclo de Conferências 2013 do BIOTA Educação, que teve como tema o Pantanal. O evento foi realizado pelo programa BIOTA-Fapesp no dia 18 de abril, na sede da Fapesp.
De acordo com José Sabino, professor da Universidade Anhanguera-Uniderp, o impacto das PCHs já existentes na região da Bacia do Alto Paraguai não são tão grandes porque, em geral, baseiam-se em uma tecnologia denominada “a fio d’água” – que dispensa a necessidade de manter grandes reservatórios de água.
A somatória das cerca de 30 PCHs existentes com as 87 planejadas, no entanto, pode impactar a hidrologia e a conectividade das águas do planalto e da planície da Bacia do Alto Paraguai e dificultar processos migratórios de espécies de peixes do Pantanal, alertou o especialista.
“A criação dessas PCHs pode causar a quebra de conectividade hidrológica de populações e de processos migratórios reprodutivos, como a piracema, de algumas espécies de peixes”, disse Sabino.
Durante a piracema, o período de procriação que antecede as chuvas do verão, algumas espécies de peixes, como o curimbatá (Prochilodus lineatus) e o dourado (Salminus brasiliensis), sobem os rios até as nascentes para desovar.
Se o acesso às cabeceiras dos rios for interrompido por algum obstáculo, como uma PCH, a piracema pode ser dificultada. “A construção de mais PCHs na região do Pantanal pode ter uma influência sistêmica sobre o canal porque, além de mudar o funcionamento hidrológico, também deve alterar a força da carga de nutrientes carregada pelas águas das nascentes dos rios no planalto que entram na planície pantaneira”, disse Walfrido Moraes Tomas, pesquisador do Centro de Pesquisa Agropecuária do Pantanal (CPAP) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), no Mato Grosso do Sul, palestrante na conferência na Fapesp.
“Isso também poderá ter impactos nos hábitats de espécies aquáticas ou semiaquáticas”, reiterou Tomas. De acordo com o pesquisador, o Pantanal é uma das áreas úmidas mais ricas em espécies do mundo, distribuídas de forma abundante, mas não homogênea, pela planície pantaneira.
Alguns dos últimos levantamentos de espécies apontaram que o bioma possui 269 espécies de peixes, 44 de anfíbios, 127 de répteis, 582 de aves e 152 de mamíferos.
São necessários, no entanto, mais inventários de espécies para preencher lacunas críticas de conhecimento sobre outros grupos, como o dos invertebrados – sobre os quais ainda não há levantamento sobre o número de espécies –, além de crustáceos, moluscos e lepidópteros (ordem de insetos que inclui as borboletas), que ainda são pouco conhecidos.
“Uma iniciativa que vai nos dar uma grande contribuição nesse sentido será o programa Biota Mato Grosso do Sul, que começou ser implementado há três anos”, disse Tomas.
Inspirado no BIOTA-Fapesp, o programa Biota Mato Grosso do Sul pretende consolidar a infraestrutura de coleções e acervos em museus, herbários, jardins botânicos, zoológicos e bancos de germoplasma do Mato Grosso do Sul para preencher lacunas de conhecimento, taxonômicas e geográficas, sobre a diversidade biológica no estado.
Para atingir esse objetivo, pesquisadores pretendem informatizar os acervos e coleções científicas e estabelecer uma rede de informação em biodiversidade entre todas as instituições envolvidas com a pesquisa e conservação de biodiversidade do Mato Grosso do Sul.
“Começamos agora a fazer os primeiros inventários de espécies de regiões- chave do estado e estamos preparando um volume especial da revista Biota Neotropica sobre a biodiversidade de Mato Grosso do Sul, que será um passo fundamental para verificarmos as informações disponíveis sobre a biota do Pantanal e direcionar nossas ações”, disse Tomas à Agência Fapesp.
“Diferentemente do Estado de São Paulo, que tem coleções gigantescas, Mato Grosso do Sul não dispõe de grandes coleções para fazermos mapeamentos de diversidade. Por isso, precisaremos ir a campo para fazer os inventários”, explicou.
Espécies ameaçadas
Segundo Tomas, das espécies de aves ameaçadas, vulneráveis ou em perigo de extinção no Brasil, por exemplo, 188 podem ser encontradas no Pantanal. No entanto, diminuiu muito nos últimos anos a ocorrência de caça de espécies como onça-pintada, onça-parda, ariranha, arara-azul – ave símbolo do Pantanal – e jacaré.
E não há indícios de que a principal atividade econômica da região – a pecuária, que possibilitou a ocupação humana do bioma em um primeiro momento em razão de o ambiente ser uma savana inundada com pastagem renovada todo ano – tenha causado impactos na biota pantaneira.
“Pelo que sabemos até agora, nenhuma espécie da fauna do Pantanal foi levada a risco de extinção por causa da pecuária”, afirmou Tomas. Já a pesca – a segunda atividade econômica mais intensiva no Pantanal – pode ter impactos sobre algumas espécies de peixes.
Isso porque a atividade está focalizada em 20 das 270 espécies de peixes do bioma pantaneiro, em razão do tamanho, sabor da carne e pela própria cultura regional.
Entre elas, estão o dourado, o curimbatá, a piraputanga (Brycon hilarii), o pacu (Piaractus mesopotamicus) e a cachara (Pseudoplatystoma reticulatum) – um peixe arisco encontrado em rios como Prata e Olho D’água, que pode chegar a medir 1,20 metro e pesar 40 quilos.
“Há indícios de que, pelo fato de a pesca no Pantanal ser direcionada a algumas espécies, a atividade possa reduzir algumas populações de peixes”, disse Sabino.
Além de Sabino e Tomas, o professor Arnildo Pott, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), de Campo Grande, também proferiu palestra, sobre a origem, evolução e diversidade da vegetação do Bioma Pantanal.
Estratégias de conservação
Os pesquisadores também chamaram a atenção para o fato de que, atualmente, apenas cerca de 5% do Pantanal está protegido por unidades de conservação. E que muitas das espécies de animais da região, como a onça- pintada, a ariranha e a arara-azul, por exemplo, não são protegidas efetivamente, porque ficam fora dessas unidades de conservação.
“A conservação de espécies ameaçadas no Pantanal requer estratégias mais amplas do que apenas a implantação ou gestão das unidades de conservação”, destacou Tomas. “São necessárias políticas de gestão de bacias hidrográficas e de remuneração por serviços ecossistêmicos para assegurar a conservação de espécies ameaçadas.”
Organizado pelo Programa BIOTA-Fapesp, o Ciclo de Conferências 2013 tem o objetivo de contribuir para o aperfeiçoamento do ensino de ciência. A quarta etapa será no dia 16 de maio, quando o tema será “Bioma Cerrado”. Seguem-se conferências sobre os biomas Caatinga (20 de junho), Mata Atlântica (22 de agosto), Amazônia (19 de setembro), Ambientes Marinhos e Costeiros (24 de outubro) e Biodiversidade em Ambientes Antrópicos – Urbanos e Rurais (21 de novembro).






segunda-feira, 22 de abril de 2013

Dia Internacional da Mãe Terra.

Bom dia meus amigos hoje é O Dia da Terra - 

Oficialmente, Dia Internacional da Mãe Terra - é uma data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2009 para marcar a responsabilidade coletiva para promover a harmonia com a natureza e a Terra e alcançar um balanço entre economia, sociedade e ambiente.

"O Dia Internacional da Mãe Terra é uma chance de reafirmar nossa responsabilidade coletiva para promover a harmonia com a natureza em um tempo em que nosso planeta está sob ameaça da mudança climática, exploração insustentável dos recursos naturais e outros problemas causados pelo homem. Quando nós ameaçamos nosso planeta, minamos nossa própria casa - e nossa sobrevivência no futuro", diz mensagem do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Contudo, a história dessa comemoração é bem mais antiga. O primeiro Dia Nacional da Terra ocorreu em meio ao movimento hippie americano, em 1970. Se por um lado a música e os jovens eram engajados, de outro os americanos viviam com seus carros com motor V8 e a indústria despejando produtos poluidores com pouco medo de represálias legais.

A ideia de uma data para marcar a luta pelo ambiente veio do senador Gaylord Nelson, após este ver a destruição causada por um grande vazamento de óleo na Califórnia, em 1969. Ele recebeu o apoio do congressista republicano conservador Pete McCloskey e recrutou o estudante de Harvard Denis Hayes como coordenador da campanha.

No dia 22 de abril, 20 milhões de pessoas nos Estados Unidos saíram às ruas para protestar em favor de um planeta mais saudável e sustentável. Milhares de escolas e universidades organizaram manifestações contra a deterioração do ambiente e engrossaram os grupos ambientalistas. Foi um raro momento que juntou até mesmo democratas e republicanos.
O resultado prático foi a criação da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos e dos atos do Ar Limpo, Água Limpa e das Espécies Ameaçadas. "Foi uma aposta", lembra o senador, "mas funcionou."

Com informações da Earth Day Network.

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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Coelhinho da Páscoa em garrafa PET


EasterBunnyBottleFinale
Vejam que idéia mais legal e ecológica para Páscoa.
É um projeto barato , pois dá para reaproveitar garrafas PET e você pode presentear crianças e adultos com pequenas guloseimas.

Você vai precisar de:
Uma garrafa de água
Forminhas decoradas para cupcakes
e orelhas de coelho  


É um trabalho simples e que você pode fazer com as crianças!
  
EasterBunnyBottleTheFinale
Dar como presentes ou colocá-los na cestinha de Páscoa.

EasterBunnyBottleAsDecor
Pode deixar como decoração ...

Como fazer:
EasterBunnyBottleMaterials


Primeiro corte as orelhas do coelho (tem o molde para imprimir no final do post). 
EasterBunnyBottleCutEars
Desenhe uma carinha de coelho na garrafa de água com uma caneta permanente preta. Desenhe o nariz primeiro, depois a boca e bigodes.Cole os olhos arregalados ou desenhe-os também. Coloque jujubas dentro da garrafa de água vazia e seca. Em seguida coloque uma forminha de cupcake de cabeça para baixo em cima da tampa da garrafa. 
EasterBunnyBottleStep1
Centralize e depois amasse a forminha  ao redor da tampa (como mostrado abaixo). Agora o coelhinho já tem chapéu! 
EasterBunnyBottleStep2
Em seguida, corte uma fenda no topo do chapéu . Dobre as orelhas de coelho (veja foto abaixo) e prenda no meio da fenda do chapéu. Dentro do chapéu, coloque um pedaço de fita adesiva para prender as orelhas do coelho. 
EasterBunnyBottleStep3
Você pode colar uma fitinha no chapéu. Cole o "chapéu" na tsmps.Corte as patinhas do coelho e cole-as na garrafa (molde no inal do post). 
EasterBunnyBottleStep4
(NOTA:.. Você pode usar cola quente em tudo,menos nas patinhas; pois o acabamento fica um pouco grosseiro,use cola em bastão). 
Ah, e não se esqueça da cauda do coelho. Pode usar uma pequena bola de algodão. 
EasterBunnyBottleCottonTail
Que fofos! 
EasterBunnyBottleBasket
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Para o molde das orelhas e das patinhas,clique nos links abaixo.
Bottle-Cap Bunny Ears
Bunny Hands Happy Easter


Porta Retrato com papelão e jornal!

Porta retrato feito com jornal, filtro de café e papelão. O porta retrato fica lindo depois de pronto, se não contássemos do que ele foi feito, as pessoas nunca imaginariam. O que será usado: jornal; Papelão de caixas; Cola quente; Cola branca; Filtros de café usado; Estilete, tesoura e pincel.  Pegue a caixa de papelão, recorte em dói retângulos iguais, em um deles recorte a moldura no centro, deixando 4 cm de bordas. Corte também uma tira avulsa que será suporte para o porta retrato. Corte o jornal em tiras para revestir o papelão, passe cola branca diluída em água e vá colando as tiras. Corte o filtro de café e comece a revestir o porta retrato, cole as tiras do filtro de café assim como fez com as bordas do jornal. Em seguida una uma parte na outra. 






terça-feira, 16 de abril de 2013

Máquina chinesa transforma papeis usados em lápis


Um grupo de designers chineses desenvolveu um equipamento altamente útil para a reciclagem em escritórios. O produto parece uma impressora. No entanto, invés de cuspir papel, ela produz lápis a partir de papel usado. A invenção foi apelidada de P&P e trata-se de um processador de resíduos para escritórios. A novidade é capaz de resolver de uma só vez, ao menos dois problemas comuns: o descarte de papéis e a necessidade dos lápis. Essa é a chave para uma proposta realmente efetiva de design: ser bonito e altamente funcional. De acordo com os fabricantes, o uso da máquina é bem simples, basta alimentá-la com uma folha de papel pela entrada superior, que ela se encarregará de envolver o grafite, despejando um lápis pronto para o uso. Assim, é necessário abastecer o equipamento com três “ingredientes”: grafite, papel e cola. A “impressora” pode funcionar automática ou manualmente e a cobertura, feita em plástico transparente, permite que o usuário acompanhe todas as etapas do processo. Os lápis já saem apontados, no entanto a P&P também possui um apontador, instalado na lateral. Apesar de ter enorme potencial, a máquina ainda não está disponível comercialmente e os designers ainda não têm previsão para que ele chegue às lojas. Com informações do Inhabitat.






sábado, 6 de abril de 2013

98ª Reunião: LICENCIAMENTO AMBIENTAL – DESAFIO PARA A SUSTENTABILIDADE 08/04/2013


Não fiquem de fora!!

LICENCIAMENTO AMBIENTAL – DESAFIO PARA A SUSTENTABILIDADE

ABERTURA:

Desembargadora Maria Collares Felipe da Conceição
Presidente do Fórum Permanente de Direito do Ambiente



PALESTRANTE
Dr. Roberto Huet de Salvo e Souza
Doutor em Ciências
Analista do Núcleo de Licenciamento Ambiental – IBAMA-RJ
Biólogo
Advogado

DIA 08 DE ABRIL DE 2013
HORA: 15:30H
LOCAL: AUDITÓRIO DESEMBARGADOR PAULO ROBERTO LEITE VENTURA – EMERJ (Rua Dom Manuel 25 – 1º andar – Centro)

INSCRIÇÕES OBRIGATÓRIAS, GRATUITAS, PELO SITEwww.emerj.tjrj.jus.br

Reciclagem com pallets e caixotes