sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Lixo sai de Noronha após 5 anos


               
Após um acúmulo de cerca de cinco anos, o lixo depositado na Ilha de Fernando de Noronha começa a ser removido para o continente. O primeiro carregamento já foi embarcado e está aguardando autorização da Marinha para atravessar o Oceano Atlântico. São 350 toneladas, distribuídas em mil sacos de lixo, conhecidos como big bags. Entre o material transportado, estão plásticos, latas, madeira e lixo orgânico (restos de comida). A representação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Noronha denunciou que o transporte está sendo feito de forma inadequada, sem nenhum tipo de proteção, o que pode trazer riscos de contaminação do meio ambiente.
A previsão é que a primeira barca zarpe de Fernando de Noronha ainda hoje, rumo ao Porto de Suape, na Região Metropolitana do Recife. De lá, o lixo será levado para o aterro sanitário CTR, no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes, que também recebe os resíduos da capital. No total, serão realizadas três viagens para a retirada de 1.500 toneladas de lixo. O acúmulo se deu por problemas no contrato com a empresa responsável pelo recolhimento e transporte do lixo na ilha. A administração do arquipélago acredita que a operação será concluída em 40 dias. Estima-se que serão gastos cerca de R$ 1,6 milhão, verba do governo do Estado. No trabalho estão sendo usados sete caminhões, três guinchos, um rebocador e uma balsa. A embarcação foi alugada no Rio de Janeiro.
O advogado José do Egito Negreiros Fernandes, presidente da Comissão Especial de Sustentabilidade de Noronha, criada pela OAB, afirmou que o lixo está saindo da ilha a céu aberto, sem proteção dos lados nem em cima da embarcação. "Colocaram uma grade de plástico que não oferece segurança para o transporte dos resíduos. Temos fotos que mostram alguns sacos furados. Se tiver uma chuva ou uma onda mais forte, esse material vai ser carregado para o mar", explicou. Ele disse que a OAB encaminhou ofícios denunciando a situação para vários órgãos, como o ICMBio, que cuida do parque nacional instalado na ilha; Marinha, Ministério Público, Vigilância Sanitária e a administração do distrito.
O coordenador de infraestrutura da Administração da ilha, Paulo Coelho, negou que a transferência do lixo será feita sem condições adequadas de segurança. "A Vigilância Sanitária já deu autorização para o transporte. A embarcação só não saiu ainda por causa da Marinha, que está avaliando as condições de navegabilidade", explicou. São produzidas cerca de 120 toneladas de resíduos, por mês, no arquipélago.
Fonte: JC Online

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