sábado, 17 de dezembro de 2011

As hélices do Google


Se houvesse uma única explicação para o sucesso do Google, a ferramenta de busca que em dez anos se transformou num império da internet, essa seria a perspicácia com que a empresa identifica uma nova demanda e a rapidez com que trata de supri-la.
Desde o seu lançamento, em 1998, o Google está alguns passos à frente dos acontecimentos e diversifica sua área de atuação - com bons resultados em quase tudo o que faz. Nos últimos anos, a empresa apostou em telefonia, em satélites para transmissão rápida de dados e até em uma televisão com acesso à internet.
No final do ano passado, o Google destinou mais de 200 milhões de dólares para o que pode ser a mais espetacular aposta desde sua fundação: uma rede de cabos submarinos com 560 quilômetros de extensão para transmitir energia eólica produzida em alto-mar.
Batizada de Atlantic Wind Connection, a rede vai abastecer 1,9 milhão de casas na costa leste dos Estados Unidos com 6000 megawatts de energia. Até 2016, quando deve começar a funcionar, o empreendimento terá consumido 5 bilhões de dólares
.
A ideia de usar cabos submarinos para a transmissão da energia gerada por turbinas instaladas a milhares de quilômetros da costa não é pioneira.
Parques eólicos como o Thanet, na Inglaterra, que ocupa uma área equivalente a 4000 campos de futebol, já utilizam a tecnologia. A originalidade do projeto bancado pelo Google é o sistema é o sistema inteligente. Similar a uma espinha dorsal, a rede do Google é composta de um cabo principal do qual saem ramificações que se conectam a várias centrais transformadoras em águas rasas. Essas centrais coletam a eletricidade gerada por diversas fazendas eólicas.
O total de energia captada é distribuído em pontos variados da rede elétrica, em vez de em um só ponto, como acontece com a tecnologia tradicional.
Fonte: Roberto Machado

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