sábado, 17 de dezembro de 2011

As hélices do Google


Se houvesse uma única explicação para o sucesso do Google, a ferramenta de busca que em dez anos se transformou num império da internet, essa seria a perspicácia com que a empresa identifica uma nova demanda e a rapidez com que trata de supri-la.
Desde o seu lançamento, em 1998, o Google está alguns passos à frente dos acontecimentos e diversifica sua área de atuação - com bons resultados em quase tudo o que faz. Nos últimos anos, a empresa apostou em telefonia, em satélites para transmissão rápida de dados e até em uma televisão com acesso à internet.
No final do ano passado, o Google destinou mais de 200 milhões de dólares para o que pode ser a mais espetacular aposta desde sua fundação: uma rede de cabos submarinos com 560 quilômetros de extensão para transmitir energia eólica produzida em alto-mar.
Batizada de Atlantic Wind Connection, a rede vai abastecer 1,9 milhão de casas na costa leste dos Estados Unidos com 6000 megawatts de energia. Até 2016, quando deve começar a funcionar, o empreendimento terá consumido 5 bilhões de dólares
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A ideia de usar cabos submarinos para a transmissão da energia gerada por turbinas instaladas a milhares de quilômetros da costa não é pioneira.
Parques eólicos como o Thanet, na Inglaterra, que ocupa uma área equivalente a 4000 campos de futebol, já utilizam a tecnologia. A originalidade do projeto bancado pelo Google é o sistema é o sistema inteligente. Similar a uma espinha dorsal, a rede do Google é composta de um cabo principal do qual saem ramificações que se conectam a várias centrais transformadoras em águas rasas. Essas centrais coletam a eletricidade gerada por diversas fazendas eólicas.
O total de energia captada é distribuído em pontos variados da rede elétrica, em vez de em um só ponto, como acontece com a tecnologia tradicional.
Fonte: Roberto Machado

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Vida Longa à Sua Majestade ! Uma Crônica de Mortes Anunciadas


Por Felipe Milanez
Fotos por Felipe Milanez & Marcelo Lacerda

Zé Cláudio e a Majestade. A imensa castanheira localizada no lote do assentamento do ambientalista era seu maior orgulho. Foto: Felipe Milanez.
“Verás que um filho teu não foge à luta!” O grito emocionado e estridente da senhora que empunhava o microfone, ao fim do hino nacional cantado no enterro, repetido diversas vezes, ainda ecoa na minha cabeça. Queria a paz da floresta, aquele silêncio marcado por leves ruídos de insetos e do vento balançando a folhagem. Queria limpar a tristeza de um dia marcado por emoções, lamentos e revoltas, e encostar novamente na Majestade. Quem sabe, conseguir falar com ela, como fazia José Cláudio Ribeiro, assassinado por pistoleiros dois dias antes junto de sua esposa, Maria do Espírito Santo, aqui dentro do assentamento onde estou, o Praia Alta Piranheira, em Nova Ipixuna, no sul do Pará, onde também está a Majestade, a maior castanheira do lote do casal. “A maior castanheira que eu já vi na vida, maior castanheira que ele, também, diz já ter visto”, escrevi para a VICE em outubro do ano passado, quando estive aqui, nesse mesmo lugar, na companhia de José e Maria.
Os pistoleiros cortaram friamente a orelha de José para provar o crime e receber o pagamento. Isso porque ele não queria vender a Majestade para virar uma tábua. Nem queria que a terra onde ela estava virasse pasto para boi. Floresta era para continuar sendo a mata. Queria a Majestade viva. Junto dele.
José Cláudio Ribeiro foi assassinado no dia 24 de maio, sete meses depois da matéria publicada. No dia de sua morte, um trecho do texto foi lido no Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, pelo deputado federal Sarney Filho, do PV. Nessa mesma terça-feira, os deputados aprovaram o Código Florestal, uma lei que coloca em risco as florestas e legaliza desmates. Os ruralistas que estavam na Câmara e ouviram Sarney Filho declarar o assassinato do casal vaiaram a fala do deputado. Vaiaram o cruel vaticínio de uma morte bárbara de duas pessoas inocentes que lutavam para que a terra onde viviam continuasse a ser sua, e a ser uma floresta.

O enterro do casal no Cemitério da Saudade, em Marabá, foi marcado pela presença de uma multidão, que clamava por justiça. Foto: Marcelo Lacerda. 
No dia seguinte, o enterro do casal foi realizado com uma multidão emocionada e faixas de protesto pedindo por justiça. Nessa mesma tarde, os familiares das vítimas foram até o local onde Maria do Espírito Santo lecionava para crianças dentro do assentamento. Também foram autoridades, deputados, policiais civis, militares e federais. Nos céus, um helicóptero do Ibama compunha o cenário. Por volta das três da tarde, sem chegar a interromper os discursos, sem que nenhum dos presentes se desse conta, Erivelton Pereira da Silva, um jovem colono de 25 anos, era assassinado. Ele poderia ser uma testemunha da morte de José e Maria. Seu corpo em decomposição foi encontrado dentro do assentamento por familiares preocupados com seu desaparecimento apenas no sábado de manhã. A Polícia Civil, informada por eles, pelo Ibama e Polícia Rodoviária Federal, que faziam uma operação contra crimes ambientais na área, chegou apenas à noite, numa busca que mais lembrava um filme de terror.
“É tráfico”, me disse o delegado José Humberto de Melo Jr., que chefia a área de investigações de conflitos agrários, depois de vermos o corpo. José Batista Afonso, advogado da Comissão Pastoral da Terra, atuante defensor dos direitos humanos e quem me apresentou José Cláudio, mostrou-se indignado com o que ele considera imprudência: “É irresponsabilidade descartar a ligação entre os crimes”.
“Tráfico” é uma chancela próxima a um crime sem suspeitas e que dificilmente vai ser desvendado. O inquérito ficou sob a responsabilidade da Polícia Civil de Nova Ipixuna. Erivelton não conseguiu, em vida, produzir um discurso que provocasse uma simpatia nacional ou revolta pelo seu assassinato. Seus familiares ali presentes estavam desolados, desesperados. Sabiam que o caso poderia ficar por isso mesmo. “Isso não pode ficar impune”, me disse, ainda na mata e ao lado do corpo, seu tio João de Sousa Pereira. “Isso vai sair na TV? Vocês vão mostrar na TV?”, me perguntou. Ele sabe que uma pressão externa sobre a polícia local é o meio mais eficaz de fazer com que a investigação avance.

Autoridades vieram se reunir com a comunidade na escola onde Maria dava aula, dentro do assentamento. As mesmas faixas utilizadas no velório foram penduradas nas paredes. Enquanto os políticos falavam, os assentados temiam a presença de um dos suspeitos de ter encomendado o assassinato do casal. Foto: Marcelo Lacerda.
O percurso de dez quilômetros, da casa do irmão de José Cláudio até o Cemitério da Saudade, em Marabá, foi desgastante. Ponte sobre o rio Tocantins. No meio, a Estrada de Ferro Carajás, da Vale, parada, onde queimam pneus que produzem uma fumaça escura, espessa, fúnebre. Charles Trocate, líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, ameaçado de morte por fazendeiros da região de Parauapebas, pegou o microfone que leva até as caixas de som instaladas no capô de um Fiat Uno e disse: “Esse gesto de marchar com eles é o melhor que podemos fazer. Exigindo justiça”. Um grande viva. “Caiu Maria. Caiu José. Mas na mesma hora levantaram 100 Marias e 100 Josés”, dizia uma mulher ao microfone durante o cortejo fúnebre. “Não vamos esquecer.”
No cemitério, outro carro de som organiza a entrada dos caixões. Falas. Microfones. Sindicalistas locais. Representantes. Movimentos sociais. O hino. “Verás que um filho teu não foge à luta.” Emoção. Os coveiros impacientes, apressados. Familiares querendo estender cada minuto. Pedem para abrir o caixão. Último toque. Última imagem.
Laísa Santos Sampaio, irmã de Maria, chora muito. Era amiga, confidente, admiradora da força da irmã. Como ela, era professora da escola. “O nosso cotidiano eram ameaças”, ela me diz. “A gente acordava com os cachorros assustados.” Caminhonete, moto, barulho noturno. Terror. A morte trouxe pânico. “A maioria do assentamento tornou-se inimigo, e torciam para isso acontecer.” Ela quer explicar como o projeto era viável. Como concordava com José e Maria de que valia mais a pena coletar castanha e produzir com as sementes do que vender a tora da árvore. Que não faz sentido transformar a floresta em carvão. Mas está abalada. Maria esteve com ela na manhã de sua morte. Laisa estava na escola quando recebeu a notícia de um “acidente”. Estranhou, sabia que José conduzia bem a moto. “Ele ainda estava vivo quando cortaram a orelha. E não viu ela morrer. Ela estava mais distante”, especula. “Eles se amavam.” Alguns familiares estão em Marabá—ficaram com medo de vir, mesmo com as autoridades.

O corpo de Erivelton Pereira dos Santos e a perícia local. Foto: Marcelo Lacerda.
Falas. Políticos. Todos querem o microfone. Querem audiência. Poucos assentados estão por ali. Menos ainda prestam atenção. Olhares preocupados. Tensão. Medo. O pistoleiro pode ser um deles. Deputado no microfone. Um senhor de idade, desembargador e ouvidor agrário. O gerente do Ibama. Secretário do Ministério do Meio Ambiente. A caixa de som amplifica o que dizem para um público disperso, crianças girando, adultos sentados na grama exaustos, olhares perdidos.
Um sujeito de camisa vermelha chega em uma caminhonete. Uma irmã de José observa estarrecida. Fica nervosa. Desmaia. Gilzão, como ele é conhecido, é próximo do fazendeiro José Rodrigues, um dos suspeitos de encomendar a morte. “Atrevimento”, diz uma irmã. “Cara-de-pau”, a sobrinha. “Não respeitam nem o luto”, comenta outro funcionário público. Comentários sussurrados.
Dois jovens encorpados, vestindo calças pretas e camisetas polos, aproximam-se de Gilzão. São policiais federais. Batem um papo. Cinegrafistas e fotógrafos filmam fingindo não filmar. “Um dos suspeitos está aqui”, diz um funcionário de Brasília. Procuro algum lugar onde possa me abaixar no caso de um tiroteio. Não, não vai ser o caso. A violência, nessa parte da Amazônia, segue a estratégia do terrorismo. Não confronta diretamente. Age de forma sorrateira e cruel, para intimidar no imaginário. Pela expressão de pânico entre os assentados, a estratégia parece ser eficiente. Gilzão é liberado da abordagem e mistura-se aos assentados. Segue junto do grupo que vai até a casa de Maria e José.
Familiares, todos assustados, temiam que o local fosse vandalizado, incendiado, por conter possíveis provas. Retiraram os pertences. Houve mais comoção. Um ambiente muito diferente de quando eu havia estado ali pela primeira vez. Na ocasião, Maria havia preparado uma galinha para o almoço. Um suco de cupuaçu: “O melhor suco de cupuaçu do mundo”, eu tinha dito, não só para agradar a senhora, mas realmente acreditando nisso. “O Zé Cláudio colheu o cupuaçu na floresta”, ela explica.

Zé Cláudio descasca uma noz de castanha nos fundos de sua casa. Ele havia desenvolvido pequenos utensílios que facilitavam o manuseio dos produtos que colhia na floresta. Foto: Felipe Milanez.
Em dezembro, pelo telefone, José Cláudio havia me dito, animado, que as castanhas estavam começando a cair. A floresta daria início à produção característica do período de chuvas, entre dezembro e abril. Nos fundos da casa, onde o casal estendia as castanhas para secar ao sol, a mesa de castanhas estava quase vazia. A engenhoca para descascar as castanhas estava lá—ele colocava a noz na posição vertical e era certeiro com esse abridor, de pressão, de metal. A semente saía limpa, sem resíduos de casca. As castanhas que ele colheu deveriam já ter sido processadas, virado farinha ou óleo.
Na porta de entrada da casa um cartaz desgastado estampa uma foto de Lula. Na parede do quarto de José está estendida uma bandeira do Flamengo. Sobre uma mesa, amontoada de papéis, a fita de pescoço do seu crachá de “palestrante” do TEDxAmazônia, que ocorreu em Manaus, em novembro do ano passado. Claudelice Silva dos Santos, sua irmã mais nova, recolheu a fita e olhou para mim. “Foi você quem convidou ele para ir lá.” Achei que se muita gente soubesse que ele estava marcado para morrer, e outros jornalistas denunciassem o drama dele e de Maria, a pistolagem local poderia se intimidar. A palestra fica disponível na Internet. Mas a conexão na região é lenta. O acesso é complicado. Sequer houve rumores da súbita fama de José Cláudio por ali. Na sua fala, um trecho tem sido repetido após ele ter predestinado sua morte: “Vivo da floresta, protejo ela de todo jeito. Por isso eu vivo com uma bala na cabeça a qualquer hora”.
As autoridades começam a chegar na casa. O senhor ouvidor agrário promete que vai deixar algum funcionário público tomando conta da residência para que não seja destruída. Os do Incra esquivam-se, dizem que não é sua função. A Polícia Federal faz o mesmo. O senhor mostra pulso. A promessa é feita para Claudelice, diante das câmeras—câmera de uma ONG, dos assentados e do cinegrafista que me acompanha, Marcelo Lacerda. A família segue buscando tudo o que pode e enfiando no carro. Gilzão também estava por ali. Algum suspeito poderia estar junto. Algum traidor. “Algum judas”, disse uma irmã de Maria. Alguém que teria informado os mandantes, que teriam informado os pistoleiros para irem “fazer o serviço”.

Zé Cláudio mostra as castanhas que colheu. Elas ficavam em uma mesa de madeira, nos fundos de sua casa, para secar, desidratar e assim permitir que fossem transformadas em farinha e em óleo. Foto: Felipe Milanez.
Eu queria voltar para a Majestade. Rever a linda árvore que Zé Cláudio me mostrou alguns meses antes, cheio de orgulho. As autoridades estavam preocupadas em conhecer o local e dar declarações para a mísera imprensa, que, por sua vez, estava preocupada em fazer seu trabalho. Eu sabia que Zé Cláudio poderia estar por lá, de alguma forma. E decidi correr na direção que havia seguido com ele. Desci a ladeira até o igarapé, passei pelo pé de jambo, cheguei até o açaizal. Sentia que estava sendo guiado. Vieram junto dois ou três amigos dele que achavam conhecer o caminho.
Depois do igarapé, a mata ficou mais fechada. A luz que rebatia na folhagem ganhou um ar esverdeado. Diversas crianças se juntaram na busca pela Majestade, elas gostavam de ir lá brincar. Mas o caminho enganava. Muitas castanheiras, todas com troncos longilíneos, elegantes. Eufórico, eu seguia por cada trilha que surgia e imaginava ser a única. Engano. Alguns gritavam que era mais por cima, outra trilha. Até que parte do grupo a encontrou. “Achei, é aqui”, ouvi uma voz doce e juvenil.
A Majestade foi mostrando sua imponência. À medida que me aproximei dela, as crianças espontaneamente seguraram as mãos umas das outras e rodearam o caule de 11 metros de diâmetro. Sete meses depois eu estava novamente diante desta imponente árvore amazônica. José Cláudio tinha sido enterrado esta manhã. E eu não sabia o que dizer à Majestade. “Esse é o orgulho da nossa floresta. Aqui é a minha propriedade, reserva Izabel Ribeiro, em homenagem ao nome da minha avó. E essa é a Majestade”, foi assim que José Cláudio me apresentou à Majestade. Em seguida, apontou para o chão. O que para mim parecia uma árvore caída, disse ele, “era um galho que caiu dela”. Todas as outras castanheiras ao redor, e eram muitas, seriam filhas da Majestade. “Pode dar uma volta ao redor da Majestade e se perder”, brincou. “Se depender de mim, essa árvore vai ficar por muitos e muitos anos aqui. Mesmo que ela venha a morrer, esse tronco vai ficar aqui.”
Na volta, subi na caçamba de uma caminhonete. Uma irmã de José Cláudio, a mesma que desmaiou, ainda chorava. “Ele sempre falava: ‘Eu tô preparado para morrer porque eu não vim para ser pedra. E quando morrer, quero ser cremado, e minhas cinzas jogadas nos pés da Majestade’.” A família não teve dinheiro para fazer a vontade dele. Clara, sobrinha, também na caçamba do carro, tenta apontar a Majestade no meio da mata. Não encontra. Mesmo imponente, a mata camufla sua copa. Mas ela ainda está lá. No mesmo lugar.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Alerta Belo Monte !!Comunidade que será inundada celebra “última missa” na Volta Grande

Ribeirinhos da região conhecida como Arroz Cru, localizada na Volta Grande do Xingu, realizaram terça-feira, 13 de dezembro, um trançado simbólico do rio contra a construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte

Ribeirinhos da região conhecida como Arroz Cru, localizada na Volta Grande do Xingu, realizaram terça-feira, 13 de dezembro, um protesto contra a construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte. Após missa e procissão celebradas anualmente na comunidade Santa Luzia – parte do território da comunidade -, barcos de moradores e do Movimento Xingu Vivo Para Sempre foram até o local onde seria construído o paredão e estenderam uma faixa de quinze metros de comprimento, trancando simbolicamente o rio Xingu.
“Muita gente não veio porque já foi embora, ou porque brigou com a comunidade por causa da barragem. A barragem acabou com a comunidade”, explica uma das moradoras do local. “A missa sempre foi um seguida de festa, sempre foi um dia muito feliz pra gente. Agora a gente se sente com fosse o enterro de alguém”, comenta.
Apesar do clima triste, alguns moradores afirmaram que continuariam resistindo à construção da hidrelétrica. “Mesmo que a gente tenha que sair, vou levar minha plaquinha ['Eu não quero Belo Monte', afixada na entrada das casas de ribeirinhos] pra onde eu for e vou continuar lutando, continuar contra”, garantem. Algumas famílias já foram indenizadas, desapropriadas, ou estão em processo de negociação. Segundo ação da Defensoria Civil Pública, no entanto, as indenizações estão rebaixadas.
A comunidade fica poucos quilômetros acima do paredão da barragem, na área de cheia permanente. Apesar da proximidade com a obra, muitas famílias sequer passaram pelo Cadastro Sócio-econômico, levantamento básico de moradores e terras que determina quantas pessoas e propriedades em um determinado local serão atingidas, e como será calculada a indenização. Segundo moradores, alguns territórios serão ou já estão sendo utilizados como area dos canteiros de obras.
MEMÓRIA
Os barcos de ribeirinhos também passaram pelo local onde foram jogadas as cinzas do jornalista e ativista Glenn Switkes, ex-coordenador da ONG International Rivers no Brasil, falecido em dezembro de 2009. Em parceria com o professor da Unicamp Oswaldo Sevá, Glenn foi autor do livro  Tenotã – , a mais completas radiografia do projeto de Belo Monte.  Em 17 anos de atividade no país, foi um dos mais ativos defensores dos rios da Amazônia e aguerridos opositores às hidrelétricas dos rios Madeira e Xingu.  “Perdemos um amigo imortal do rio Xingu, mas o espírito continua vivo na gente e nas águas que correm aqui”, comenta a coordenadora do Movimento Xingu Vivo Para Sempre, Antônia Melo.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Cão enterrado vivo melhora e tem 17 pretendentes a dono


Animal recebeu ajuda de todo o País e até ração especial enviada de moto-táxi desde cidade a 100 quilômetros de distância

O filhote de 4 meses, que passou 12h enterrado na cidade de Nova Horizonte, no interior de São Paulo, melhorou. Na noite de sexta-feira ele abriu parcialmente os olhos, bebeu água de coco e uma ração especial enviada por uma juíza de Ibitinga, a 100 quilômetros de distância, por moto táxi. Outras pessoas ligam para oferecer ajuda e a lista de pretendentes para adoção já conta com 17 nomes de várias cidades e até do Estado da Bahia.

Foto: DivulgaçãoAmpliar
Filhote foi encontrado com sarna em estado avançado na cidade de Nova Horizonte
"A situação ainda é complicada, mas tem muita gente ajudando. As pessoas querem buscar, pagar as despesas, é bonito de ver", diz o presidente da Associação de Proteção aos Animais 'Mão Amiga', Marcos Antônio Rodrigues.
Na clínica veterinária onde o filhote está sendo tratado ele ganhou o nome de Titã, em referência a ter sobrevivido debaixo da terra, após ter sido cruelmente enterrado vivo. Outros profissionais também ligaram para oferecer ajuda, como uma oftalmologista veterinária.
Resgate
 A denúncia veio de uma vizinha que acompanhava a situação do animal. "Ela já tinha visto o cachorro sofrendo maus tratos. Um integrante da associação tentou encontrá-lo e não conseguiu. Ao falar com a mulher sobre o susposto sumiço, ela disse que o dono poderia ter enterrado", explicou Rodrigues.
Um integrante da associação que buscava o filhote nas ruas da cidade decidiu olhar em um terreno na região e percebeu que uma parte da terra 'se movia'. "Foi muito rápido. Ele contou que cavou e logo viu o animal ainda vivo e tremendo", afirma o presidente da entidade. O cachorro foi socorrido e levado para a clínica veterinária. A previsão é que em 15 ou 20 dias ele esteja pronto para ganhar um novo lar.
A associação informou que já teria apresentado um termo circunstanciado à Justiça e o suspeito de enterrar o cachorro deve ser investigado pelo crime de crueldade contra animais. "Queremos que ele pague pelo que fez. Muitos animais estão sendo maltratados e a polícia precisa fazer alguma coisa" desabafou Rodrigues. 

GREENPEACE - Dilma Desligue a Serra Eletrica - TUBARÕES DE AQUARIO

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Ampliação do porto de São Sebastião ameaça todo o litoral norte de São Paulo

Companhia apresenta ao governo de São Paulo projeto de ampliação do porto com severas conseqüências.


                      


Companhia Docas de São Sebastião apresentou ao governo do Estado de São Paulo um projeto de criação de porto na região que pode vir a resultar em diversos impactos ambientais negativos. 
 
O Estudo de Impacto Ambiental  (EIA RIMA) informa que haverão  aproximadamente 750 caminhões em rotação por hora – este número de automóveis aumentará excessivamente a poluição na região, além de interferir no trânsito que já comumente se agrava aos finais de semana e temporadas.
 
Apesar de mencionarem que se trata de um porto ecológico, ele não possuirá escoamento de cargas e de containers por ferrovia, ou seja, toda a logística será realizada com caminhões, ideia que vai contra qualquer principio de sustentabilidade.
 
A realização do projeto terá como conseqüências também a favelização e o aumento de invasões em áreas e Unidades de Conservação (PESM) e em áreas de encostas, permitindo que acidentes ocorram como o na região serrana do Rio de Janeiro no início do ano (alta temporada de chuvas), no qual foram registradas mais de 700 mortes e desaparecimentos. Esta ocupação desordenada pode desencadear também o aumento da criminalidade e da prostituição na região – impactos comuns em cidades portuárias.

Os impactos indiretos referentes aos desmatamentos causados serão causados por vias de contornos, ampliação de estradas e rodovias, pátios de containers, toda a indústria de logística, entre outros,  pressionando o que ainda resta de Mata Atlântica no Estado de São Paulo.
 
A ausência de estudo sobre os impactos na Estação Ecológica de Tupinambás, onde situa se a ilha de Alcatrazes e outras ilhas, na vida marinha de toda a região que foram avaliados apenas no entorno do porto, e na área de influencia indicada pelo EIA RIMA acaba por omitir a real gravidade da situação. 
 
Espécies ameaçadas e protegidas como a Baleia franca, que estão voltando a visitar nossas praias para procriar, poderão ir embora de vez.
 
Ainda sobre a área de influência indireta, os impactos na região da Costa Sul e Costa Norte do Município de São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba, não foram contemplados, pois segundo o estudo estão muito longe da área do porto. No entanto, a possível ocorrência de acidentes e vazamentos pode resultar em desastres ambientais através das correntes marítimas, como já relatado pela CETESB em outros casos. 

Vale ressaltar os impactos ao meio terrestre que estes locais também sofrerão. Contaminação através de espécies exóticas, não apenas na água de lastro, comprometendo a biodiversidade de toda região
 
 
Os surfistas poderão sofrer, além da poluição visual causada pela grande quantidade de navios estacionados e se movimentando, pixe nas areias, lixo despejado, e, como exemplo, a mudança de comportamento que recentemente ocorreu com a construção do porto de Suape, resultando em dezenas de mortos por ataques de tubarão em Recife. 

Essa possibilidade sequer foi mencionada ou avaliada pelo EIA RIMA, assim como não foi avaliada também quando o porto de Suape foi construído.
 
Em suplico por conscientização da população da região e também dos amantes de praia, André Motta Waetge da organização Nossa Ilha Mais Bela, escreve:

“Temos centenas de questionamentos e pontos negativos sobre a implantação desse porto, sabemos também que é impossível impedir o crescimento econômico. Mas a que preço? Precisamos disso aqui no Litoral Norte? São cidades que vivem praticamente em função do turismo.
 
Os princípios da sustentabilidade deveriam ser aplicados de verdade. Portos verde e porto ecológico só realmente são verdes ou ecológicos se forem sem containers. Caso contrário, ocorrerá um desastre irreversível
 
Atualmente vemos muitos navios estacionados no canal sem lugar para atracar - quem freqüenta as praias de Maresias e região pode comprovar isso. Essa é uma prova que o porto precisa ser ampliado sem a necessidade de receber navios com containers.
 

Casa Ecológica

Resistência contra Belo Monte - Vídeo dos estudantes amazônidas

Bancos são alvo de nova campanha contra Belo Monte


Bancos são alvo de nova campanha contra Belo Monte

Publicado em 08 de dezembro de 2011 
Por Xingu Vivo
O que o seu banco tem a ver com a expulsão de mais de 20 mil pessoas de suas casas e terras, o alagamento de uma área maior que a cidade de Curitiba e a destruição de um rio na Amazônia? Tudo. Ou nada. Depende de você.
Este é o tema da campanha “Belo Monte: com meu dinheiro não!”, que está sendo lançada nesta quinta, 8, pelo Movimento Xingu Vivo para Sempre e organizações parceiras. A campanha visa incentivar a sociedade brasileira a pressionar bancos públicos e privados a não participarem do financiamento da hidrelétrica de Belo Monte, projetada em um dos trechos de maior biodiversidade no rio Xingu, no Pará.
Belo Monte, assim como todas as grandes obras do PAC, depende financeiramente de um enorme empréstimo do BNDES para se viabilizar. O banco, que prometeu financiar 80% da obra, no entanto, não pretende assumir sozinho os riscos desta operação. Boa parte dos recursos poderá ser transferida para outros bancos, privados e públicos, que deverão assumir parte dos contratos, podendo ser co-responsabilizados, dessa forma, por todos os danos, impactos e crimes ambientais e sociais, diretos e indiretos, causados por Belo Monte.
Como grande parte dos recursos do BNDES advém de fontes como o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e o PIS/PASEP, é, em última instância, o dinheiro do trabalhador brasileiro que poderá viabilizar a usina.
Por duas vezes, organizações da sociedade civil alertaram os bancos, através de notificações extrajudiciais, dos riscos econômicos, jurídicos e de imagem inerentes à participação no financiamento de Belo Monte. Os alertas foram sistematizados no dossiê “Mega-projetos, mega-riscos”, enviado a instituições financeiras e empresas no final de 2010, e que frisou: o licenciamento ambiental de Belo Monte é questionado por mais de 10 ações na Justiça, seus impactos são imensuráveis e ferem frontalmente os Princípios do Equador, tratado internacional de sustentabilidade do sistema financeiro, do qual a maioria dos bancos é signatária.
Agora, é o cliente que deverá cobrar diretamente do seu banco que não se envolva com Belo Monte, sob risco de perder contas e de prejudicar irreversivelmente a sua imagem. Em um site desenvolvido especificamente para a campanha “Belo Monte: com meu dinheiro não!”, estão disponíveis links que poderão ser facilmente preenchidos e, num clic, enviarão uma mensagem ao Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú Unibanco, HSBC ou Santander, com cópia para o BNDES, exigindo a desistência do financiamento da usina.
“Vamos usar todos os meios, todas as mídias sociais, todas as manifestações de rua, para difundir esta campanha. Milhares de pessoas que são contrárias a Belo Monte têm perguntado o que podem fazer para paralisar este projeto, e esta é uma forma simples e eficiente. Sem dinheiro, a usina não sai. Se todos os dias as pessoas mandarem uma mensagem aos bancos, se usarem o facebook e o twitter para se comunicar com eles, se ligarem para o SAC, e se repassarem a campanha a seus amigos e familiares, a corrente poderá ser poderosa e efetiva”, explica Maira Irigaray, coordenadora da campanha. Segundo ela, o objetivo é levar os bancos a se manifestarem publicamente que não financiarão Belo Monte. “Quando isso acontecer, quando os bancos firmarem um compromisso público e com o Movimento Xingu Vivo de não-financiamento da usina, seus nome serão retirados da página e terão o reconhecimento da campanha”, explica Maira.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Trabalho Embalagens Ecológicas é contemplado no 25º Prêmio Jovem Cientista




Um deputado de Santa Catarina foi engolido por uma cobra Sucuri


Um deputado de Santa Catarina foi engolido por uma cobra Sucuri, na manhã desta quarta-feira (8), durante um passeio pelo Amazonas. De acordo com testemunhas, o deputado fazia um passeio de barco, bebia uísque e contava dinheiro de uma maleta, bastante feliz, quando foi surpreendido pela cobra. “Eu vi quando a cobra pegou, enrolou, e engoliu”, contou um pescador que estava próximo do local.

Após presenciar o ataque da sucuri contra o deputado, o pescador foi até uma comunidade buscar ajuda. Entretanto, ao invés de conseguir ajuda, conseguiu na verdade foi alavancar gargalhada do povo. “O povo começou a rir, e até bolaram no chão gargalhando, quando eu contei que o engolido foi um político”, disse o pescador ao repórter de G17.

A esposa do deputado foi informada do ocorrido na tarde de hoje. “Eu acho é pouco. Quem mandou ir esconder dinheiro no Amazonas”, disse a viúva.


Pescador presenciou a cena, tentou buscar ajuda, mas o povo deu gargalhada ao invés de ajudar
 

Por que mudaram o Código Florestal ??

Comédia em forma de Protesto : Não tô nem aí pro Planeta. Comédia MTV

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Decorando e Reciclando Garrafas de Vinho com Luzes de Natal


 

 
 
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Uma boa dica para decorar a casa nesse Natal

Garrafa Iluminada


Apesar de não ser um enfeite natalino essa garrafa é a cara do Natal, e quem sabe com um pouco de criatividade pode se transformar em uma mini arvore de Natal para quem tem espaços reduzidos. Garrafas vazias em vez de serem jogadas no lixo podem gerar dinheiro com o artesanato ou servirem de peças de decoração.
Os materiais e ferramentas que você vai necessitar são, uma garrafa de vinho vazia, uma furadeira com broca de vidro, fita adesiva, aqueles cordões com led de luzes de Natal e utensílios de segurança. No Blog Wit and Whistle existe um passo a passo com informações bem legais de como construir essa linda garrafa de vinho Iluminada.
Um cuidado especial é na hora de furar a garrafa, deve-se sempre usar equipamentos de segurança como óculos e luvas.


Garrafa com luzes de Natal
http://witandwhistle.com/2009/11/03/diy-wine-bottle-light/
Fonte: Vida Sustentável

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Surpresa Dilma: Estudante fala _" Pare a obra Dilma"

 


BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff participou, na manhã desta terça-feira, da entrega do Prêmio Jovem Cientista, que está em sua 25ª edição e teve como tema "Cidades Sustentáveis". Ao todo, 2.312 trabalhos foram inscritos - um crescimento de 7% em relação ao ano passado - e 12 alunos, instituições e professor foram agraciados. No total, foram oferecidos R$ 600 mil em prêmios, incluindo bolsas de pesquisas concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O Prêmio Jovem Cientista é fruto de uma parceria entre o CNPq, a Fundação Roberto Marinho, a Gerdau e a GE.
Dilma destacou que o prêmio tem como objetivo premiar a criatividade, o esforço, a dedicação e o estudo.
- O Prêmio Jovem Cientista é de fato um estímulo, à medida que realça os talentos, e esses talentos devem ser reconhecidos - discursou.
- Para um país como o Brasil, é crucial que nós valorizemos e coloquemos num nível de reconhecimento social e de governo a prática da ciência no nosso país - afirmou a presidente.
O presidente da Fundação Roberto Marinho, José Roberto Marinho, disse que o tema do prêmio demonstra que o conceito de sustentabilidade vem sendo apropriado pelas instituições de ensino.
- Com todos os avanços feitos nos últimos anos, ainda temos muito o que fazer pelas cidades - declarou José Roberto.
Premiação tem protesto contra usina de Belo Monte
Durante a solenidade, Dilma teve de suportar um protesto solitário de uma das agraciadas contra as obras da usina de Belo Monte. Ao entregar o prêmio à aluna Ana Gabriela Person Ramos, da Escola Técnica Conselheiro Antônio Prado, de Campinas, primeiro lugar na categoria estudante do ensino médio, Dilma foi surpreendida e ficou contrariada com a manifestação da estudante.
Com duas faixas pintadas no rosto e com a frase "Xingu Vive" escrita no braço, Ana Gabriela pediu para Dilma parar as obras de Belo Monte. Como resposta, segundo contou depois, recebeu da presidente apenas um "ah, tá".


Vergonha!


“O Cacique Raoni chora ao saber que Dilma liberou o inicio das construções de Belo Monte. Belo Monte seria maior que o Canal do Panamá, inundando pelo menos 400.000 hectares de floresta, expulsando 40.000 indígenas e populações locais e destruindo o habitat precioso de inúmeras espécies. Tudo isto para criar energia que poderia ser facilmente gerada com maiores investimentos em eficiência energética.” (…)