segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Recifes de coral poderão desaparecer do planeta até 2050


Impacto da mudança climática agrava as pressões locais aos corais
Os recifes de coral poderão desaparecer de todo o planeta até 2050, se não forem tomadas medidas urgentes para proteger essas "florestas marítimas" de todos os fatores que a ameaçam, da pesca excessiva ao aquecimento global. A advertência foi feita nesta quarta-feira (23) no informe "Reefs at Risk Revisited", realizado por pesquisadores e grupos de conservação ambiental dirigidos pelo comitê de especialistas o World Resources Institute (Instituto de Recursos Mundiais).
O aquecimento dos mares, causado pela mudança climática; a acidificação dos oceanos, obra da contaminação por dióxido de carbono; o transporte marítimo, o desenvolvimento costeiro e os resíduos agrícolas são as principais ameaças aos recifes de coral, que permitem milhões de pessoas ganharem a vida.
"Se isto não for controlado, mais de 90% dos corais estarão ameaçados até 2030 e quase todos os corais estarão em perigo até 2050", assinala o informe.

"As pressões locais sobre os recifes, como a pesca excessiva, o desenvolvimento costeiro e a poluição, representam a ameaça mais direta e imediata para os recifes de coral de todo o mundo e colocam em perigo mais de 60% das coloridas "florestas marítimas" em curto prazo, adverte o estudo
.

O impacto da mudança climática agrava as pressões locais. "O aquecimento dos mares já causou grandes danos aos recifes, devido ao fato de que as altas temperaturas geram uma resposta chamada branqueamento: os corais pedem suas coloridas algas simbióticas", afirmou o relatório.
"Além disso, o aumento das emissões de dióxido de carbono (CO2) está fazendo que os oceanos fiquem mais ácidos. A acidificação dos oceanos reduz a taxa e o crescimento dos corais e pode reduzir sua habilidade de manter sua estrutura física".
A perda dos recifes de coral privaria milhões de habitantes costeiros de uma importante fontes de alimentos e rendas e, além disso, ficariam sem sua barreira natural de proteção das tempestades.
O desaparecimento dos corais também acarretaria a existência menos criadouros para a pesca comercial e menos areia nas praias turísticas.
"Precisamos melhorar, rápida e completamente, os atuais esforços para proteger os recifes", afirma o informe, que pretende incentivar o mundo a agir para salvar esses ecossistemas fundamentais.

Acidificação do oceano faz com que peixe-palhaço vire presa fácil

Estudo mostrou que conforme aumenta concentração de dióxido de carbono na água, larvas de peixe ficam mais desorientadas



Estudo mostrou que acidificação dos oceanos deixa peixes-palhaço desorientados

O carismático peixe-palhaço (Amphiprion percula) está ficando completamente perdido. A causa é a acidificação dos oceanos, que faz com que os adultos tenham que procurar ambientes melhores para respirar e que suas larvas tenham índice de mortalidade de cinco a nove vezes mais alto que em áreas sem acidificação.

O peixinho, que ficou conhecido mundialmente por causa do filme “Procurando Nemo”, na verdade, sofre duas vezes pela acidificação dos oceanos. Isto porque ele habita corais, que correm risco de desaparecer não só pelo aumento da temperatura nos oceanos, como também por causa da acidificação. A queda no PH da água provoca a menor fixação do cálcio.

O estudo de pesquisadores australianos e canadenses é o primeiro a analisar os efeitos da acidificação em espécies não calcificadas, como o peixe palhaço. Eles, quando estão em fase larval, se orientam por componentes químicos da água a fim de encontrar ambientes favoráveis para seu desenvolvimento, longe do ataque de predadores. Com a alteração química da água – provocada pelo excesso de CO2 na superfície do oceano -, eles perdem esta habilidade e viram presas fáceis.

Foto: Getty Images
Peixe-palhaço sofre duas vezes pela acidificação dos oceanos, pois vive em áreas de coral

De acordo com pesquisadores australianos e canadenses, o problema tende a aumentar ao longo dos anos, provavelmente criando um novo cenário embaixo da água. “A acidificação nos oceanos irá crescer. Olhando os dados vemos que cada vez mais CO2 é emitido na atmosfera e como consequência nos oceanos, tentamos com o estudo, prever o que pode acontecer”, disse ao iG Douglas Chievers, professor da Universidade de Saskatchewan, no Canadá e um dos autores do estudo publicado no periódico científico Proceedings of the National Academy of Science (PNAS).

O estudo
Pesquisadores combinaram testes em laboratório e análises de campo para provar que os altos níveis de CO2 na água, esperados para ocorrer no oceano nos próximos anos, alteram o comportamento dos peixes. Foram quatro concentrações analisadas: 390 ppm (análise controle), 550 ppm, 700 ppm, e 850 ppm. De acordo com o estudo, a trajetória de concentração de CO2 vão exceder 500 ppm no ano de 2050 e podem alcançar 850 ppm em 2100.

A percepção olfativa dos predadores foi sendo alterada em cada concentração de CO2. As que estavam em ambiente controle e a concentrações de 550 ppm apresentaram grande capacidade de evitar predadores a partir da percepção de seu odor em todos os estágios de desenvolvimento.

A partir de 700 ppm, elas apresentaram problemas depois do quarto dia de desenvolvimento. O comportamento foi alterado, e as larvas perderam de 30% a 45% de seu tempo fugindo dos predadores. Houve variação de comportamento entre os indivíduos. Aproximadamente metade das larvas manteve a habilidade, que se fortalecia a cada nova fase de desenvolvimento. A outra metade apresentou atração pelo predador, permanecendo de 74% a 88% em área que continha indício do predador.

As larvas que estavam em água mais ácida conseguiram evitar o predador até o primeiro dia. Nos dias seguintes todas apresentaram atração pelo cheiro do predador passando 94% próximo a eles.

“O estudo mostra mais um modelo de que o oceano está em mudança e que tudo será muito diferente dentro de 20 ou 30 anos”, disse Chievers.



Expedição científica vai rastrear acidificação no Oceano Ártico

Região é considerada especialmente vulnerável à acidificação por causa das baixas temperaturas



Navio quebrador de gelo da Guarda Costeira americana vai coletar amostras da água no Polo Norte
Cientistas do Serviço Geológico dos Estados Unidos vão embarcar na semana que vem em uma expedição para monitorar as tendências de acidificação no Oceano Ártico relacionadas com emissões de carbono, informou a instituição.
Os pesquisadores do Serviço Geológico vão passar sete semanas em um navio quebrador de gelo da Guarda Costeira para chegar o mais próximo possível do Polo Norte com a finalidade de obter amostras e testar indicadores químicos de acidificação
As emissões de carbono vêm sendo responsabilizadas pela alteração da química dos oceanos, por deixá-los mais ácidos, o que torna mais difícil a sobrevivência e proliferação de peixes e outras espécies marinhas.
Segundo afirmou em entrevista a oceanógrafa Lisa Robbins, do Serviço Geológico e uma das integrantes da expedição, o Oceano Ártico é considerado especialmente vulnerável à acidificação por causa das temperaturas frias e o já baixo nível de saturação com cálcio.
A pesquisa é parte de uma expedição conjunta EUA-Canadá iniciada no ano passado para estudar áreas pouco conhecidas do Ártico. Robbins disse que ainda há poucos dados recolhidos sobre acidificação desse oceano, se comparado com águas marinhas em zonas tropicais e temperadas.
A acidificação oceânica é um processo pelo qual as águas absorvem dióxido de carbono da atmosfera, provocando alterações químicas no equilíbrio ácido-alcalino, ou nível de PH, o que deixa o oceano mais ácido.
Como os oceanos atualmente absorvem mais de um quarto dos gases do efeito estufa presentes na atmosfera, aumenta cada vez mais a preocupação com a acidificação e seus efeitos na vida marinha, explicou Robbins.
"Pode haver redução da formação do casco em alguns organismos. A acidificação poderia obstruir o crescimento de várias formas de vida marinha, do plâncton para cima", disse ela. Afetaria toda a cadeia alimentar."
De acordo com o Serviço Geológico, a expedição terá sete dias de duração e será coordenada pela Guarda Costeira dos dois países. Deve começar na segunda-feira em Barrow, a cidade que fica no ponto mais ao norte nos Estados Unidos.

Supergene permite que borboleta amazônica se proteja de predador

Espécie mimetiza em suas asas o desenho de seis outras borboletas venenosas que têm sabor desagradável para as aves.


Um “supergene” é o responsável pela capacidade da borboleta da Amazônia em imitar em suas asas os desenhos de congêneres venenosas para se proteger dos predadores.

Os desenhos complexos que a borboleta amazônica Heliconus numata ostenta em suas asas permitem a ela imitar seis espécies de borboletas venenosas, de sabor amargo e desagradável para as aves.

O "supergene" em questão está situado em um único cromossomo e compreende cerca de 30 genes que controlam, juntos, muitas características como a cor das asas, que são "herdadas em bloco" pela geração seguinte, explicou Mathieu Joron, do Museu Nacional de História Natural de Paris, que liderou o estudo publicado no periódico científico Nature.

As borboletas Heliconus capazes de imitar suas congêneres venenosas (Melineae) transmitem à suas descendentes esta proteção contra os predadores. A "manutenção de boas combinações", que permite imitar diferentes espécies de borboletas venenosas, se deve a um "mecanismo quase inesperado", explicou Joron. "Nós realmente ficamos impressionados com o que descobrimos", completou

Dentro do "supergene", a ordem dos genes varia nas borboletas 'Heliconus' que ostentam desenhos diferentes. Alguns genes se encontram "de costas uns para os outros", o que "suprime o processo natural de recombinação" genética no âmbito da reprodução sexuada, afirmou.

Desta forma, "os genes se comportam como blocos colados", o que evita, segundo o pesquisador, a formação de formas intermediárias de borboletas que perderiam, assim, a vantagem do mimetismo.

A existência de grupos coordenados de genes que formam um supergene já era conhecida em outras espécies, como as flores primaveras ou na camuflagem de mariposas. "Este fenômeno tem intrigado cientistas há séculos, inclusive o próprio Darwin", afirmou Richard Ffrench-Constant, da Universidade de Exeter, no Reino Unido.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Copo comestível de alga pode substituir descartáveis

Uma idéia mais do que genial , em um tempo onde os problemas ambientais têm ganhado grande repercussão na mídia em geral e o uso de produtos sustentáveis é cada vez mais difundido.
O uso de descartáveis, principalmente por empresas, gera um volume de lixo enorme. Os copos descartáveis têm vida útil muito curta. Calcula-se que dura em média 13s e depois vão ao lixo.


Muitas pessoas perguntam sobre o consumo de água para lavar as canecas, se não é mais prejudicial do que utilizar os descartáveis. A resposta é enfática: NÃO! Um copo descartável consome água em sua fabricação, cerca de um copo do líquido para cada copo produzido. E para reciclar esse copo é consumida mais água. Some a isso o petróleo usado em sua fabricação, o lixo que esse copo representa e os combustíveis gastos para fazer esse copo chegar até você. Agora multiplique esse número pela quantidade de vezes que você bebe água todos os dias e pelos dias do ano.


 Essa idéia mais do que genial foi realizada no escritório nascional  de desing norte-americano  The Way We See The World  desenvolveu um copo que pode , finalmente encerrar esse debate: o Jelloware.


 Feito de ágar-ágar , um tipo de gelatina de algas , o copo é comestível e , por isso resolve todos os problemas relacionados à produção de lixo , desperdício de água e poluíção  , debatidos no consumo dos demais tipos de copos . Coloridos e maleáveis , os Jellowares são fabricados em três versões - limão , mangericão , gengibre e hortelã , alecrim e beterraba- dando ao consumidor a chance de escolher o sabor que melhor combina com sua bebida .



  O produto só requer dois cuidados : se não for consumido imediatamente , ele deve ser quardado na geladeira , ao invés  do bom e velho armário de louças , e a sua ingestão  deve ser controlada . Isso porque , segundo os fabricantes , comer mais do que três  Jellowares por dia pode trazer prejuízos à saúde  , já que a ágar-ágar  possui propiedades laxantivas . Quem não quiser correr o risco de passar o dia inteiro no banheiro  ou estiver de regime  , nã precisa comer o copo : o Jellowares é biodegradável e , por isso , segundo os fabricantes , pode ser enterrado em qualquer área verde , que se transformará em adubo para as plantas .





 São essas idéias que fazem todo a diferença para o nosso Meio Ambiente , quem sabe não se pode também fazer o mesmo com pratos e outras coisas descartáveis ?


 Essa notícia foi mais que satisfotória que eu já postei no meu Blog espero que vocês também tenham gostado . E um brinde ao Meio Ambiente.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Tubarões-baleia fazem parada estratégica em arquipélago brasileiro

Considerados como vulneráveis pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), os tubarões-baleia usam o Arquipélago de São Pedro e São Paulo, no meio do Atlântico, como parada estratégica durante a viagem que fazem até a costa oeste do continente americano. A descoberta foi feita por um estudo do departamento de pesca e aquicultura da Universidade Federal Rural de Pernambuco (DEPAq/UFRPE), que também levantou a época preferida da passagem dos peixes pelo local: entre fevereiro e junho.
'É o período em que existe abundância de peixes voadores nas imediações do arquipélago, e eles são a base da cadeia alimentar do tubarão-baleia', afirma o pesquisador e responsável técnico pelo projeto, Fábio Hazin.
A sistematização de informação sobre a espécie começou em 2004, quando foi criado o projeto Tubarão-Baleia. Entre 2008 e 2010 três tubarões foram monitorados via satélite, com apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, o que possibilitou investigar a utilização do Arquipélago pela espécie e o movimento migratório pelo Atlântico equatorial. Alguns dados colhidos impressionaram os pesquisadores.
'Durante a pesquisa, verificamos um tubarão-baleia que alcançou a incrível marca de 1.976 metros de profundidade. Foi o mergulho mais profundo registrado para a espécie até então', explica Hazin.
O Arquipélago pertence ao estado de Pernambuco e está 1.010 quilômetros distante do porto brasileiro mais próximo, no Rio Grande do Norte.
Estudos realizados em outros locais do mundo estimaram que o Rhincodon typus, nome científico do tubarão-baleia, pode viver entre 70 e 100 anos. A captura de uma única fêmea prenhe na Ilha de Formosa, em Taiwan, confirmou que a espécie é ovovivípara (animais cujo embrião se desenvolve dentro de um ovo alojado dentro do corpo da mãe) e pode dar à luz até 300 filhotes, que já nascem com comprimento entre 55 e 63 centímetros. O tubarão-baleia se reproduz sexuadamente e atinge a maturidade sexual entre 8 e 9 metros de comprimento, o equivalente a aproximadamente 30 anos de idade.

Cientistas pesquisam que misteriosas baleias de bico de Blainville

Baleias misteriosas ficam em silêncio em águas rasas para evitar predadores
"Foto: NOAA"
Cientistas pesquisam que misteriosas baleias de bico de Blainville publicaram um estudo no qual concluem que esses mamíferos ficam em silêncio em águas rasas para evitar o ataque de predadores.
A pesquisa, publicada na revista científica Marine Mammal Science, é uma das primeiras a registrar como essas baleias se comunicam.
Os pesquisadores também gravaram sons produzidos pelas baleias quando nadam em grandes profundidades.
Enigmática
A espécie Mesoplodon densirostris tende a habitar regiões profundas dos oceanos, formando grupos pequenos, que não ultrapassam dez indivíduos.
Além do bico característico, ela possui dentes, alcança até cinco metros de comprimento e pesa, quando adulta, cerca de 800 kg.
Tímidos e discretos, esses cetáceos (ordem dos mamíferos formada por animais adaptados à vida aquática) evitam embarcações, o que dificulta seu estudo e lhes dá um caráter enigmático.
Estudo
A pesquisadora Natacha Aguilar, da Universidade de La Laguna, em Tenerife (Espanha), e seus colegas da Woods Hole Oceanographic Institution, em Massachusetts (EUA), e da Universidade Aarhus, na Dinamarca, conectaram dispositivos de escuta em oito baleias de bico de Blainville.


Link:

http://verde.br.msn.com/baleias-misteriosas-ficam-em-sil%c3%aancio-em-%c3%a1guas-rasas-para-evitar-predadores-1

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Morte do leão Ariel repercute na imprensa internacional

  • O leão Ariel  e a dona, Raquel Borges, no início do tratamento para tentar voltar a andar                                                  O leão Ariel e a dona, Raquel Borges, no início do tratamento para tentar voltar a andar
A morte do leão tetraplégico Ariel, de 3 anos, nesta quarta-feira (27), em São Paulo, como consequência de uma doença degenerativa autoimune não identificada, repercutiu em grandes jornais da imprensa internacional.
Ariel ganhou fama ao aparecer na TV vivendo em um sítio de uma família de Maringá (PR) e mobilizou uma onda de solidariedade na internet, para ajudar sua dona, a arcar com as despesas do tratamento.
Jornais como os britânicos "The Guardian" e "Daily Mail", os americanos "Huffington Post", "Washington Post" e "Miami Herald", e a revista alemã "Der Spiegel", foram algumas das publicações internacionais que deram destaque para a morte do animal, especialmente para a campanha de sucesso feita pelo Facebook para que Ariel pudesse fazer o tratamento para recuperar o movimento das patas.
"A página criada por [Raquel] Borges [dona do leão] era curtida por mais de 62.500 pessoas. A morte do leão foi parar nas manchetes dos maiores portais brasileiros e chegou ao topo dos trending topics no Twitter", disseram os jornais.
Segundo os jornais, a veterinária Lívia Pereira, que cuidou de Ariel, disse que os sintomas apresentados pelo leão eram parecidos com os da esclerose múltipla, mal de Parkinson e ainda com uma deficiêncian autoimune que poderia levar à paralisia.
De acordo com Raquel, as contribuições vieram mais em produtos do que em dinheiro, como medicamentos, “especialmente antibióticos dos mais caros”, frisou, além de talcos e shampoos.
Impedido de andar devido a uma doença degenerativa, Ariel tinha dificuldades para se alimentar e respirar.
Os primeiros problemas de locomoção foram apresentados em julho do ano passado. Ele foi então transferido para São Paulo neste mês para passar por um tratamento conhecido como plasmaférese --que consiste na remoção das células sanguíneas que causam a degeneração dos movimentos, e estava recebendo doações de plasma sanguíneo de outros leões.


site: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/07/28/morte-do-leao-ariel-repercute-na-imprensa-internacional.jhtm

Tubalha- Um Contrassenso em Fernand de Noronha




 
 O Arquipélago de Fernando de Noronha é uma região epecial , um paraíso brasileiro com on título de Patrimônio Mundial Natural concedido pela UNESCO. Dividido em duas unidades de conservação  , um Parque Nacional Marinho e uma Área e Proteção Ambiental , Fernando de Noronha éum dos poucos lugares no Brasil onde todos os turistas pagam uma Taxa de Preservação Ambietal , tudo isso para assegurar a proteção e preservaçãodas espécies vegetais e animais , terrestres e marinhas . E , obiviamente , os tubarões estão entre esses animais marinhos mais famosos e requisitados  de Noronha.
     Tendo isso em mente, é possível , entre diversas outras atrações da ilha  , passear de lancha com o fundo transparente  ou ser rebocado com o planasub , com o objetivo de ver tubarões , e assistir  palestras  educativas  sobre esses curiosos animais . Além de disso , pode-se conhecer o Museu  do Tubarão , que apresenta suas estruturas , hábitos e características e está localizado em uma enseada onde pequenos tubarões podem ser observados em horários de maré cheia .Para comentar complementar o passeio , uma lojinha  vende suvenires onde o tema principal  não poderia ser outro senão o tubarão . Tudo muito interssante e operado pelo mesmogrupo responsável pelo restaurante (ao lado do museu) cuja especialidade é o Tubacalhau , um bolinho de carne de tubarão salgada. O cardápio traz também  a Tubalhoada e Tuba Burger .
  Ainda que eles aleguem que a carne do tubarão venha de fora da ilha, apesar da grande placa que anuncia o tubalhau como sendo o "bacalhau" de Fernando de Noronha dizer o contrário :
_ "pescado e processado artesanalmente em Fernando de Noronha"_, é um enorme contrassenso. As mesmas pessoas que proporcionam e incentivam o conhecimento e desmitificação dos tubarões, e que tocam operações dependentes de sua existência (e sobrevivência), são as mesmas que proporcianam e incentivam o consumo dos tubarões.
  É importante esclarecer qu não há proibição legal para pescar e consumir tubarões .E a questão aqui tratada não é sobre posicionamento a favor ou contra .A quesão sobre oportunismo . As operações de esclaricimento e aproximação do tubarões , que deveriam objetivar sua proteção e conservação nas águas de Fernando de Noronha , nada mais do que chamarizes que conluem para um negócio que tem nos consumidores desavisados seu grande público.

Por Marcelo Szpilman
Matéria retirada da revista informativo iEA(instituto ecológico Aqualung)


Criação de abelhas ajuda a perpetuar biodiversidade amazônica



MANAUS
Das 20 mil espécies de abelhas existentes em todo o mundo, cerca de 400 não possuem ferrão e estão reunidas no grupo denominado Meliponínios, que habitam as regiões tropicais do planeta. Mais de 190 espécies destas abelhas, conhecidas como “abelhas indígenas sem ferrão”, vivem na Amazônia. A polinização das árvores realizada por elas é responsável pela manutenção da biodiversidade, o que permite a perpetuação da flora amazônica.
O Grupo de Pesquisas em Abelhas (GPA), localizado no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), realiza pesquisas sobre a genética, a criação e manejo de abelhas sem ferrão. Além destas atividades, o Grupo visa a capacitação de profissionais em conhecimentos sobre biologia genética, ecologia de meliponínios e a criação racional das espécies.
Além da pesquisa, o GPA leva seus resultados à prática. O Grupo realiza trabalho de extensão junto a um grupo de agricultores familiares, na comunidade rural do brasileirinho, zona Leste de Manaus. As famílias aprendem sobre a importância da criação das abelhas para o meio ambiente.
A criação de abelhas sem ferrão vai além do manejo da diversidade ecológica da Amazônia. A atividade ainda produz o mel da abelha, que gera renda para a população rural da Amazônia. 


Link: http://www.portalamazonia.com.br/secao/noticias/2011/06/26/criacao-de-abelhas-ajuda-a-perpetuar-a-biodiversidade-amazonica/
– Manejar e conservar a fauna de abelhas é essencial para a manutenção da diversidade de plantas na região amazônica. A afirmação é de especialistas da meliponicultura – criação de abelhas sem ferrão e que visa a reprodução dos insetos.